
Cresci no meio de livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó cujo cheiro ainda conservo nas mãos.
citação de Carlos Ruiz Zafón
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!

Citações relacionadas

Minhas primeiras cópias de Ilha de Tesouro e Huckleberry Finn ainda têm algumas agulhas de azul-abeto disperso nas páginas. Eles ainda tem aroma de Natal.
citação de Charlton Heston
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Apesar de tudo, o trabalho ainda é o melhor meio de fazer a vida passar.
citação de Gustave Flaubert
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!

O único meio de criar homens livres é educá-los, outro modo ainda não se inventou, e com certeza nunca se inventará.
citação de Olavo Bilac
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Quem sabe como fazer amigos, tem amigos.
Ioan Slavici in Mara (1894), tradução de Dan Costinaş
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Os livros são mais do que livros, eles são a vida, o coração e o núcleo dos séculos passados, a razão pela qual os homens trabalharam e morreram, a essência e a quintessência de suas vidas.
citação de Amy Lowell
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Cerca-me um vazio absoluto de fraternidade e de afeição. Mesmo os que me são afeiçoados não me são afeiçoados; estou cercado de amigos que não são meus amigos e de conhecidos que não me conhecem.
citação de Fernando Pessoa
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Jornalismo - uma profissão cujo negócio é explicar aos outros o que pessoalmente não entende.
citação de Alfred Northcliffe
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas recordava-lhe sempre o destino dos amores contrariados.
Gabriel García Márquez in O Amor nos Tempos de Cólera (1985)
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Venho fazendo lixo nos últimos 25 anos.
Omar Sharif in A Revista ”Veja” (17 septembro 2003)
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


O Corvo
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais."
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais".
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.
Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigos, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ânsia e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
E a minhalma dessa sombra que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!
poema de Edgar Allan Poe (1845), tradução de Fernando Pessoa
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


A Sombra: Sabe tu pois a verdadeira, nobre mancebo: a serpente cujo dardo matou teu pae, cinge hoje a corôa d'este reino.
diálogo in Hamlet, Acto primeiro, Cena 5, roteiro de William Shakespeare (1599), tradução de D. Luís I, Rei de Portugal
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Não chóro por nada que a vida traga ou leve. Há porém paginas de prosa me teem feito chorar.
Fernando Pessoa in A minha pátria é a língua portuguesa
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Escreve. Seja uma carta, um diário ou umas notas enquanto falas ao telefone, mas escreve.
Paulo Coelho in Fazendo anotações (2009)
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Seja um filósofo, mas, no meio de toda sua filosofia, não deixe de ser um homem.
citação de David Hume
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
citação de Fernando Pessoa
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


O amor passou. Mas conservo-lhe uma affeição inalteravel, e não esquecerei nunca - nunca, creia - nem a sua figurinha engraçada e os seus modos de pequeneina, nem a sua ternura, a sua dedicação, a sua indole amoravel. Pode ser que me engane, e que estas qualidades, que lhe attribúo, fossem uma illusão minha; mas nem creio que fossem, nem, a terem sido, seria desprimor para mim que lh'as attribuisse.
citação de Fernando Pessoa (1920)
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!

O valor da paciência: Encontramos algumas respostas somente após meio século de pesquisas.
citação de Iosif Sava, tradução de Dan Costinaș
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Não me importaria de morrer num avião. Seria uma boa forma de ir. Não quero morrer dormindo, ou de idade ou de overdose. Quero sentir como é. Quero saborear, ouvir, sentir o cheiro disso. A morte só vai acontecer uma vez; não quero perdê-la.
citação de Jim Morrison
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


O último rasto de influência dos outros no meu carácter cessou com isto. Reconheci — ao sentir que podia e ia dominar o desejo intenso e infantil de « lançar o Interseccionismo» — a tranquila posse de mim. Um raio hoje deslumbrou-me de lucidez. Nasci.
Fernando Pessoa in Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!


Deixe a nossa posteridade saber que nós seus ancestrais, inculta e desaprovi, em meio a todos os ensaios e tentações, eram homens de integridade.
citação de Alexander Crummell
Adicionado por Dan Costinaş
Comente! | Vote! | Cópia!
