Óleo e Sangue
Em tumbas de ouro e de lapis lazuli
Corpos de homens santos e mulheres se aparecem
Óleo milagroso, odor de violeta.
Mas debaixo de cargas pesadas de barro pisoteado
Corpos de mentira dos vampiros cheio de sangue;
As mortalhas deles são sangrentas e os lábios deles estão molhados.
poema de William Butler Yeats (1928)
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Os Tecidos do Céu
Tivesse eu do céu as bordadas vestes
Trabalhadas com ouro e prateada luz
O azul e o escuro e a negra veste
Da noite e a luz e a meia-luz
Eu espalharia as vestes sob teus pés
Mas, sendo pobre, tenho só meus sonhos
Eu espalhei meus sonhos sob teus pés
Pise com calma, pois pisa em meus sonhos.
poema de William Butler Yeats (1899), tradução de Lucas Bertolo
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As Sedas Bordadas Do Céu
Se eu tivesse as sedas bordadas do céu,
com bainhas de luz de ouro e de prata,
as sedas azuis e sombrias e escuras,
da noite e da luz e da meia-luz,
deitava-as todas aos teus pés.
Mas eu sou pobre e só tenho os meus sonhos.
Deitei-os todos aos teus pés.
Pisa com cuidado,
é nos meus sonhos que estás a pisar.
poema de William Butler Yeats (1899), tradução de Miguel Esteves Cardoso
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Ele Deseja os Tecidos Bordados do Paraíso
Tivesse eu os tecidos bordados do paraíso,
Adornados com luz dourada e prateada,
Os azuis, sombrios e escuros tecidos
Da noite e da luz e da meia-luz,
Eu os estenderia sob seus pés:
Porém, sendo pobre, tenho apenas meus sonhos;
Eu estendi meus sonhos sob seus pés;
Pise suavemente porque você está pisando em meus sonhos.
poema de William Butler Yeats (1899), tradução de Ricardo Cabús
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Aedh Deseja Os Tecidos Do Céu
Fossem meus os tecidos bordados dos céus,
Ornamentados com luz dourada e prateada,
Os azuis e negros e pálidos tecidos
Da noite, da luz e da meia-luz,
Os estenderia sob os teus pés.
Mas eu, sendo pobre, tenho apenas os meus sonhos.
Eu estendi meus sonhos sob os teus pés
Caminha suavemente, pois caminhas sobre meus sonhos.
poema de William Butler Yeats (1899), tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos
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Ele Deseja Os Mantos Do Céu
Se eu tivesse os mantos bordados do céu,
Envoltos com luz de ouro e prata,
Os azuis e os cerúleos e os escuros mantos
Da noite e da luz e da meia-luz,
Eu estenderia os mantos sob teus pés;
Mas eu, por ser pobre, só tenho os meus sonhos;
Eu estendi os meus sonhos sob teus pés;
Pisa com cuidado porque pisas nos meus sonhos.
poema de William Butler Yeats (1899), tradução de Rachel Gutiérrez
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Leda e o Cisne
Súbito golpe: as grandes asas a bater
Sobre a virgem que oscila, a coxa acariciada
Por negros pés, a nuca, um bico a vem reter;
O peito inane sobre o peito, ei-la apresada.
Dedos incertos de terror, como empurrar
Das coxas bambas o emplumado resplendor?
Pode o corpo, sob esse impulso de brancor,
O coração estranho não sentir pulsar?
Um tremor nos quadris engendra incontinenti
A muralha destruída, o teto, a torre a arder
E Agamêmnon, o morto.
Capturada assim,
E pelo bruto sangue do ar sujeita, enfim
Ela assumiu-lhe a ciência junto com o poder,
Antes que a abandonasse o bico indiferente?
poema de William Butler Yeats, tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos
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Os cisnes selvagens de Coole
Em sua outonal beleza estão as árvores,
Secas as veredas do bosque;
No crepúsculo de outubro as águas
Refletem um céu tranquilo;
Nessas transbordantes águas sobre as pedras
Banham-se cinquenta e nove cisnes.
Dezenove outonos se passaram desde que
Os contei pela primeira vez;
E, enquanto o fazia, vi
Que de repente todos se erguiam
E em largos círculos quebrados revolteavam
As clamorosas asas.
Contemplei esses seres resplandecentes,
E agora há uma ferida no meu coração.
Tudo mudou desde o dia em que ouvindo ao crepúsculo,
Pela primeira vez nesta costa,
A alta música dessas asas sobre a minha cabeça,
Com mais ligeiro passo caminhei.
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poema de William Butler Yeats, tradução de José Agostinho Baptista
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Rumo a Bizâncio
I.
Este país não é para velhos. Jovens
Abraçados, pássaros que nas árvores cantam
- essas gerações moribundas -
Cascatas de salmões, mares de cavalas,
Peixe, carne, ave, celebrando ao longo do Verão
Tudo quanto se engendra, nasce e morre.
Prisioneiros de tão sensual música todos abandonam
Os monumentos de intemporal saber.
II.
Um velho é coisa sem valor,
Um andrajo apoiado num bordão, a não ser que
A alma aplauda e cante, e cante mais alto
Cada farrapo da sua mortal veste.
Nem há escola de canto somente o estudo
Dos monumentos de seu próprio esplendor;
Por isso cruzei os mares e cheguei
À sagrada cidade de Bizâncio.
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poema de William Butler Yeats, tradução de José Agostinho Baptista
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