
A Rainha: Oh! Hamlet, cessa por piedade, obrigas o meu olhar a volver-se todo para a minha alma, e n'ella descubro máculas tão negras e tão profundamente impressas, que nada já as póde lavar.
diálogo in Hamlet, Acto terceiro, Cena 4, roteiro de William Shakespeare (1599), tradução de D. Luís I, Rei de Portugal
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Citações relacionadas

Polonio: Senhor! esteja vossa magestade certo que a minha alma põe a par a dedicação ao meu rei e o respeito e amor ao meu Deus. A menos que a minha sagacidade habitual me enganasse, descobri a verdadeira causa da loucura do senhor Hamlet.
diálogo in Hamlet, Acto segundo, Cena 2, roteiro de William Shakespeare (1599), tradução de D. Luís I, Rei de Portugal
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A Rainha: Quanto a ti, Ophelia, desejo ardentemente que os teus encantos sejam a feliz causa da demencia de Hamlet; porque terei então esperança que as tuas virtudes o restituirão, a contento de ambos, ao primitivo estado.
diálogo in Hamlet, Acto terceiro, Cena 1, roteiro de William Shakespeare (1599), tradução de D. Luís I, Rei de Portugal
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Não te admires de certo laconismo nas minhas cartas. As cartas são para as pessoas a quém não interessa mais fallar: para essas escrevo de boa vontade. A minha mãe, por exemplo, nunca escrevi de boa vontade, exactemente porque gosto muito d'ella.
citação de Fernando Pessoa (1920)
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Porque nada de exterior me acontece. Mas, em mim, na minha alma, Pressinto que vou ter um terremoto.
citação de Mario Quintana
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Hamlet: Hic et ubique. Vamos para mais longe. Approximem-se, e estendendo a dextra sobre a minha espada, jurem por este gladio nunca revelar o que viram e ouviram.
diálogo in Hamlet, Acto primeiro, Cena 5, roteiro de William Shakespeare (1599), tradução de D. Luís I, Rei de Portugal
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Tempo
Cada momento tem seu próprio significado,
Para mim, para vós, para ele.
Em cada instante há uma acção principal,
para mim, para vós, para ele.
Cada momento é decisivo,
Para mim, para vós, para ele.
Cada momento pode mudar a vossa vida, a minha, a sua,
Hoje, amanhã, depois de amanhã, para sempre.
Por um único instante, vós podeis ser um grande rei,
Sobre mim, sobre vós, sobre todos.
Num único momento vós podeis perder,
Tudo, um pouco, ou nada...
poema de Cornelia Păun Heinzel, tradução de Susana Custódio
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Se você me esquecer
Eu quero que você saiba uma coisa.
Você sabe como, como é:
se eu olhar a lua de cristal,
os ramos rubros
do lento outono em minha janela,
se eu tocar perto do fogo
a implacável cinza,
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva a você,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fossem pequenos barcos
que navegam
em direção às tuas ilhas que me esperam.
Bem, agora...
se pouco a pouco você deixar de me amar,
vou parar de te amar, pouco a pouco.
Se, de repente,
você me esquecer,
não olhe para mim,
pois eu já me esqueci de você.
Se você considera longo e louco,
o vento das bandeiras
que passa pela minha vida,
e você decide
me deixar na praia,
do coração em que tenho raízes,
Lembre-se...
que naquele dia,
àquela hora,
eu levantarei meus braços,
e minhas raízes partirão
a procurar outra terra.
Mas, se cada dia, cada hora,
você sente que você está destinado para mim,
com doçura implacável,
se a cada dia uma flor
sobe até seus lábios a me procurar,
Ah... Meu Amor, Ah Meu...
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada é extinguido ou esquecido,
Meu Amor se alimenta do seu Amor Amado,
e enquanto você viver,
estará em seus braços,
sem deixar os meus!
poema de Pablo Neruda
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Carrego seu coração
Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração
Nunca estou sem ele
Onde eu for, você vai, minha querida
Não temo o destino
Você é meu destino, meu doce
Não quero o mundo pois, beleza
Você é meu mundo, minha verdade
Eis o segredo que ninguem sabe
Aqui está a raiz da raiz
O broto do broto
E o céu do céu
De uma arvore chamada vida
Que cresce mais do que a alma pode esperar
Ou a mente pode esconder
E esse é o prodigio
Que mantem as estrelas a distancia
Carrego seu coraçao comigo
Eu o carrego no meu coraçao.
poema de E.E. Cummings
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Laerte: Seja pois o seu corpo depositado na campa, e possam d'elle e da sua carne, pura e sem manha, desabrochar violetas! Sou eu que t'o digo, padre sem alma, minha irmã gosará no céu a bemaventurança eterna, emquanto que tu extorcer-te-has no inferno nas convulsões do supplicio dos condemnados.
diálogo in Hamlet, Acto quinto, Cena I, roteiro de William Shakespeare (1599), tradução de D. Luís I, Rei de Portugal
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Hamlet: Amava Ophelia, e as affeições juntas de quarenta mil irmãos não poderiam igualar a minha.
diálogo in Hamlet, Acto quinto, Cena 1, roteiro de William Shakespeare (1599), tradução de D. Luís I, Rei de Portugal
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Glosa
Quem me roubou a minha dor antiga,
E só a vida me deixou por dor?
Quem, entre o incêndio da alma em que o ser periga,
Me deixou só no fogo e no torpor?
Quem fez a fantasia minha amiga,
Negando o fruto e emurchecendo a flor?
Ninguém ou o Fado, e a fantasia siga
A seu infiel e irreal sabor...
Quem me dispôs para o que não pudesse?
Quem me fadou para o que não conheço
Na teia do real que ninguém tece?
Quem me arrancou ao sonho que me odiava
E me deu só a vida em que me esqueço,
“Onde a minha saudade a cor se trava ?”
poema de Fernando Pessoa
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Hamlet: Bebe os restos d'esta taça, incestuoso assassino, damnado dinamarquez. Procura a perola, achal-a-has seguindo minha mãe.
diálogo in Hamlet, Acto quinto, Cena 2, roteiro de William Shakespeare (1599), tradução de D. Luís I, Rei de Portugal
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Encómio à minha mãe
Mãe minha amiga e companheira,
Professora do meu difícil caminhar,
Frágil vigor sem mostrar canseira,
Soubeste bem ensinar o verbo amar!
Noites longas sempre à cabeceira,
Tendo esta débil saúde para zelar,
Cuidados mil! A melhor enfermeira,
A tua grande vitória foi me salvar!
Presto da minha vida partiste!
Eu, de olhar imenso, vago e triste
Sozinha fiz as jornadas da mocidade,
Vês o amor que habita em mim?
Vagueio só, na lembrança do teu jardim
E nele habito quando a saudade invade
poema de Susana Custódio (2 maio 2010)
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Porque não acrediteis que eu escrevo para publicar, nem para escrever nem para fazer arte, mesmo. Escrevo, porque esse é o fim, o requinte supremo, o requinte temperamentalmente ilógico da minha cultura de estados de alma.
Fernando Pessoa in Livro do Desassossego
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Hamlet: Não póde imputar ao amor o seu comportamento; na sua idade já se acalmou a effervescencia do sangue, e a paixão obedece á rasão. E qual seria a creatura racional, que ousasse trocar o seu primeiro marido por este segundo?
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A rainha da peça: Sempre que o amor é grande, as apprehensões mais breves transformam-se de prompto em maximos temores; quando é grande o receio, os affectos mais leves ascendem de repente aos mais grandes amores.
diálogo in Hamlet, Acto terceiro, Cena 2, roteiro de William Shakespeare (1599), tradução de D. Luís I, Rei de Portugal
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Se tivéssemos uma verdadeira vida não teríamos necessidade de arte. A arte começa precisamente onde cessa a vida real, onde não há mais nada à nossa frente. Será que a arte não é mais do que uma confissão da nossa impotência?
citação de Richard Wagner
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Quero me dirigir à comunidade internacional. Acho que o Brasil pode jogar um papel extraordinário nesse continente americano, para que possamos construir um mundo efetivamente de paz, onde os países possam crescer economicamente e possam crescer do ponto de vista social para todo o seu povo.
Albert Einstein in Revista Galileu, nº 171
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Sempre animal
Sem fazer nada, um leão é um leão:
e um pobre homem deve enfrentar a morte
para ter a honra de ser comparado
com aquele animal que, sem esforço, é forte.
De grandes pensamentos a alma infeliz
nutre-se, até que se eleva a excelsos lugares.
Um grande prêmio lhe aguarda. Então se diz
que verdadeiramente você é uma águia.
Desate uma suabilíssima harmonia,
a sua dor intensa e ardente,
faça disso uma sublime poesia.
e lhe dirão que você é um rouxinol.
Mas, finalmente, para não ser um animal
o que deve fazer o homem? não fazer nada?
Não ter nem angústia nem irritação?
Se assim o fizer, de burro lhe chamarão.
poema de Luigi Pirandello in Rivista d’Italia (outubro 1901), tradução de Valmir Luis Saldanha da Silva
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Hamlet: O imperial Cesar, morto, tornou-se pó, e serve talvez para vedar uma fenda e interceptar a passagem do ar; e essa argilla, que espalhava o terror sobre o universo, vae calafetar um muro para impedir que o vento passe.
diálogo in Hamlet, Acto quinto, Cena 1, roteiro de William Shakespeare (1599), tradução de D. Luís I, Rei de Portugal
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